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É muito importante pensar na nossa capacidade de escolher.

Em cada momento da nossa vida, em cada gesto de nossa vida, a escolha é nossa. Indubitavelmente, a escolha é nossa.

Cada vez que quisermos avaliar o porquê as coisas estão indo bem, ou não estão indo bem, verifiquemos o tipo de escolhas que vimos fazendo.

A partir disso, começamos a sentir que todos os nossos movimentos são ditados por nossa livre vontade. Fazemos escolhas para nossa felicidade, fazemos escolhas para nossa infelicidade.

Cada vez que escolhemos o cônjuge, o parceiro, o namorado, a namorada, precisamos ter em mente que estamos buscando alguém que se afine conosco, que esteja junto a nós, com quem possamos compartilhar a vida E essa escolha precisa ser bem feita.

Não podemos escolher de escantilhão uma pessoa que se viu uma primeira vez e supor que tenha surgido um amor à primeira vista, que dispense esse conhecimento gradual, ponderado, que  precisamos ter um do outro.

Com tudo isso verificamos que, ao cabo e ao fim, não conhecemos bem as pessoas.

É muito complicada essa questão da escolha, mas temos que escolher, é opção nossa.Quando pensamos no alimento que desejamos para cada dia, que tipo de refeição queremos fazer, a escolha é nossa.

Se escolhemos alimentos de graxa, alimentos condimentados, alimentos leves, vegetarianos, escolha nossa.

A nossa condição orgânica a partir daí estará definida em função daquilo que escolhemos para nossa alimentação.

A forma como desejamos educar os próprios filhos. Como é que nós vamos conduzir a nossa prole?

Leia mais: Liberdade das escolhas

Quaisquer que sejam as providências tomadas para elucidar a alma humana, no sentido de se promover os cuidados para com a vida, valorizando-a como deve ser, esbarraremos numa muralha intelectual e num vazio moral instigados pela influência das teses materialistas-ateístas que se insurgem no seio das sociedades.

Não deveremos desconsiderar a força dos projetos de vida imediatistas que se costumam alimentar no anseio tipicamente humano de desenvolver poucos empenhos, ou de usufruir situações mais confortáveis e de tirar todos os proveitos possíveis dos recursos do Planeta, sem que se tenha muito o que ressarcir, o que realizar, em prol desse bem-estar anelado. Enfim, é a teoria do proveito pleno e sem ônus para os beneficiários.

Tais posturas são regidas pelo egoísmo, remanescente do instinto de conservação, que tem nos reinos inferiores à Humanidade a sua fonte geradora. É o egoísmo que faz dilatar essa desenfreada busca do prazer hedonista, do gozo insaciável e gratuito sem qualquer reflexão relativa às conseqüências desses privilégios.

Não estranhemos que semelhantes condutas estejam entranhadas e muitas vezes sustentadas por criaturas que se apresentam como religiosas, como crentes em Deus, ou como lideranças nos campos das instituições de fé ditas cristãs.

O que se passa é que muitos Espíritos hão chegado ao Planeta, nos dias presentes, trazendo responsabilidades assumidas na Imortalidade, nos campos do bem, da renovação espiritual e dos progressos inerentes à alma eterna. Ao se sentirem bem instalados no conforto do corpo físico, valendo-se das possibilidades socioeconômicas de realce ou quando se adornam com os poderes da política terrena, deslustram esses compromissos – que lhes são recordados durante as horas de desdobramentos naturais pelo sono – e mergulham em atuações ególatras discricionárias, absolutistas, sem qualquer pensamento que se volte para o Criador da Vida e Suas leis registradas em nossa consciência.

Leia mais: Tempos de valorização da vida

Quando você se prepara, a fim de receber um hóspede estimado em seu reduto doméstico, organiza o que lhe é possível e da melhor maneira, de modo a oferecer o que guarda de bom, de mais especial. Por isso, alimpa e aromatiza o seu lar;

enfeita suas peças com flores risonhas;

faz silêncio para não perturbar-lhe o repouso, não permitindo o alvoroço ao redor, através de observações cuidadosas;

desdobra-se nas atenções devidas aos alimentos a servir;

substitui as expressões do seu vocabulário trivial por outras mais polidas e agradáveis; não há gritos, nem semblantes carregados.

Tudo se torna envolvimento carinhoso para que seu hóspede esteja à vontade em seu lar.

* * *

Irmão-amigo, há um Hóspede ansioso por penetrar-lhe a casa interna, para levar-lhe felicidade.

Há alguém que tem caminhado de um para outro lado, nas calçadas de sua vivenda emocional, diariamente, insinuando-se para que você tome a iniciativa de convidá-Lo.Com certeza, Ele conhece-lhe o íntimo atormentado, os sentimentos feridos, a alegria ansiosamente buscada, a saúde esperada, as esperanças acalentadas... Ele há de ter-lhe seguido nos corredores da solidão, quanto na algaravia da qual não participa em virtude de conduzir o coração amargurado e triste.

Quem sabe, ainda hoje, você O possa convidar?!

Inicie a higienização das peças interiores de sua alma, coloque perfumes em sua casa íntima, envolva cada compartimento interno com o necessário silêncio para que Ele se faça o mais suave Hóspede da sua vida, dela jamais, então, se apartando.

De quem se trata? Por ventura ainda não se apercebeu que lhe estou falando de Jesus ? Convide-O, pois, sem mais demora, e Hospede-O para sempre!

Rosângela
Psicografia de J. Raul Teixeira

Vida e Valores (Problemas sociais)

No Evangelho de Jesus, identificamos um dos Seus ensinos notáveis, no Evangelho segundo João, no capítulo XIV, itens 1 a 3. Nesses versículos Jesus Cristo estabelece o seguinte:

Credes em Deus, crede também em Mim. Na casa do Meu Pai há muitas moradas. Eu Me vou para vos preparar o lugar, se assim não fosse Eu já vos teria dito.

Quando lemos isso no Evangelho, nos damos conta de que vivemos num planeta que é uma das casas de Deus espalhadas pelo Cosmo, pelo Universo inteiro.

O nosso planeta é a casa que momentaneamente estamos habitando e, não estamos aqui por casualidade. Existirá, sem dúvida, uma razão para que Deus nos haja situado neste planeta.

É óbvio que, nessa altura dos acontecimentos do mundo, da Ciência, do pensamento filosófico, não há mais espaço para admitirmos que seja somente o nosso planeta habitado nesse Universo de bilhões e bilhões de estrelas, cada uma dessas estrelas, cada um desses sois rodeados por seus planetas. Como é que somente o nosso teria o privilégio da vida inteligente no Universo inteiro?

O bom senso nos leva a pensar que há muitas outras cidades cósmicas, continentes siderais, como nós quisermos pensar.

Mas, a nossa Terra foi aquela casa planetária, aquela casa de Deus destinada a nossa habitação. Por isso mesmo estamos aqui numa sociedade, humana, da qual fazemos parte psiquicamente.

Todos os que vivemos neste planeta somos aparentados, temos um parentesco. Deus nos trouxe de alguns lugares, nos reuniu aqui e, naturalmente esses diversos lugares de onde viemos para a Terra, essas múltiplas moradas da casa do Pai, como lembrou Jesus, eram casas, moradas, planetas em que tínhamos características específicas, certas singularidades, certas propriedades, certas inclinações, certas tendências.

Quando nos reunimos aqui formamos a sociedade terrestre. E, essa sociedade terrestre é composta pelos elementos que vivemos nos mais diversos continentes, nos cinco continentes da Terra.

Notamos que, por mais que haja nesses continentes hábitos próprios, culturas próprias, alimentação específica, todos somos muito assemelhados. Enquanto criaturas humanas, sentimos amor, tristezas, mágoas, ódios, temos acessos de ira, temos expressões de ternura.

Somos muito similares, não importa qual seja a língua que estejamos falando; se o nosso país é de primeiro mundo, de segundo mundo, de terceiro ou quarto mundo, o importante é que nós somos muito assemelhados nas nossas reações espirituais.

Isto quer dizer que fazemos parte de uma mesma família evolutiva, um mesmo grupo em que manifestamos aquilo que já tenhamos adquirido.

É óbvio que vamos encontrar na Terra, figuras de exceção. Vamos achar aqui almas como Francisco de Assis, como Chico Xavier, como Abade Pierre, na França, como Luther King, nos Estados Unidos, Lincoln. Vamos achar criaturas como Madre Teresa, como Irmã Dulce. Vamos encontrar gente maravilhosa como João Paulo II. Vamos encontrá-los assim, espalhados nessa imensa massa humana.

Mas, a maioria de nós ainda se debate nas suas próprias tormentas. O ciúme, a mágoa, o ódio, a inveja, o despeito, o orgulho, a vaidade, a alegria exacerbada.

A nossa alegria é tão exacerbada, é tão estranha aqui na Terra que, quando queremos comemorar nossas festividades, temos que beber muito, temos que comer muito, temos que cair na vala do excesso, mostrando que ainda não sabemos aproveitar a nossa vida no planeta.

Tudo conosco raia para os extremos. Se gostamos de uma pessoa, nos apegamos a ela, ficamos ciumentos e, por causa do ciúme, nos atormentamos.

Se gostamos de comer alguma coisa, comemos aquilo até que nos faça mal. Vejamos como nos falta muito equilíbrio, dosando aquilo que o planeta nos oferece.

Por causa disso é  que a sociedade em que nós estamos vivendo na Terra é a sociedade que nós merecemos.

Todos somos animais sociais, já disse o filósofo, todos somos criaturas que temos necessidade da vida social mas, enquanto estamos na Terra, nos assemelhamos a crianças colocadas na escola.

Temos que aprender boas maneiras, temos que desenvolver bons modos, temos que aprender a conviver uns com os outros, sabedores de que nessa convivência uns com os outros, alcançaremos o progresso que buscamos.

É a Terra o berço da nossa sociedade atual.

*   *   *

Sendo aqui o berço da nossa sociedade atual, tudo que fazemos aqui, fazemos em função da nossa volição, da nossa vontade, do nosso livre arbítrio.

Os atos de nossa vida são coordenados pela liberdade que temos de fazê-los. Por causa disto, a partir do momento em que acionamos a roda das nossas ações, estamos submetidos inexoravelmente às consequências dessas ações.

Por isso, Jesus Cristo estabeleceu para nós, que a sementeira que fazemos é de total liberdade, é livre a nossa sementeira, mas depois que se semeou, o que se vai colher é obrigatório.

Assim, na vivência social, vale a pena termos cuidado com aquilo que  estamos plantando no território das almas humanas, no território dos corações alheios, no íntimo das vidas que nos rodeiam porque, em verdade, nós teremos as consequências dessa plantação.

E, pensando no fato de que na Terra, quase nunca sabemos semear boas sementes, quase sempre estamos envoltos em tormentas, Jesus Cristo nos diz, com certa dose de amargura:

No mundo só tereis aflições. Que coisa mais estranha.

Mas, se pararmos para pensar, este é o mundo das dúvidas, este é o mundo das incertezas, este é o mundo das impermanências. Nada neste mundo é para sempre, tudo é relativo, tudo é temporário, então, é o mundo das aflições.

Afligimo-nos porque não sabemos se vamos chegar a tempo, na estrada cheia como está, ao nosso trabalho; afligimo-nos porque não sabemos se vamos ser aprovados no vestibular, se seremos aprovados no concurso que fizemos.

Afligimo-nos porque não sabemos se determinada comida nos fará mal ou não, nos afligimos porque não sabemos... nos afligimos.

No mundo só tereis aflições.

Afligimo-nos por não saber se alguém gosta da gente como a gente afirma gostar desse alguém. A mulher tem ciúme do marido: Será que ele gosta de mim como eu gosto dele?O marido tem ciúme da esposa: Será que ela me ama como eu a amo?

E, deste modo, nós vivemos o tempo todo nesses conflitos. Conflitos de fora, da vida social, das necessidades prementes, conflitos por dentro, as nossas incertezas, aquilo que não se imagina se será ou se não será amanhã.

Então, a vida na Terra é uma consequência dos nossos atos. Se vivemos num mundo com essas características, é porque desenvolvemos em algum tempo, em alguma dessas moradas na casa do Pai, situações que nos impuseram viver hoje na Terra.

Deus não dá ponto sem nó O Criador não se equivoca jamais. Todas as coisas estão corretas aqui. Vale a pena pensarmos, e pensarmos bem naquilo que desejamos transformar a nossa sociedade.

Se damos bons exemplos, se damos bons ensinos, se passamos boas orientações para nossa criança, essa criança será um jovem bem orientado, bem instruído, bem assistido, que assistiu a bons exemplos.

Se ensinamos as crianças a serem corruptas ou corruptoras, se lhes ensinamos a fazer o mal, a prejudicar os animais, a ferir os bichinhos, a agredir a quem as agride na rua, pagar o mal com o mal, é óbvio que nós também participaremos da colheita dessa tragédia.

E é desta maneira que vale a pena pensar que vivemos na sociedade do mundo terrestre, porque é esta sociedade que fizemos por merecer. Deus não nos pôs aqui por mero acaso.

Quantas são as pessoas que se perguntam: Que mal eu fiz a Deus? Eu acho que eu nasci em tempo errado. Isto aqui não é o meu lugar, não é o meu mundo. É óbvio que é o nosso lugar.

Recordo-me de que, oportunamente, tive um desses surtos de criaturas humanas. Fiquei triste porque cada lugar que a gente vai, acha aqueles que não nos entendem, aqueles que estão sempre tramando contra nós, aqueles que nos tratam mal, aqueles que são ríspidos, que são grosseiros, que são indiferentes, e essa tristeza tomou-me conta da alma. Cheguei a minha casa muito preocupado, assentei-me no sofá e fiquei meditando. Algumas lágrimas me vieram aos olhos,  por ver uma sociedade tão complexa como é a nossa.

Nesse momento, registrei uma criatura do outro lado da vida que me sugeriu o seguinte raciocínio:

E pensar meu filho, que você já poderia estar vivendo outra situação, diferente desta.

Foi o modo que ele encontrou de me dizer que o que eu estava vivendo aqui era fruto de minha própria escolha, consciente ou inconscientemente, porque aqui, na nossa sociedade terrestre, ganhamos o bônus do bem praticado, nas outras moradas da casa do Pai ou temos que resgatar o ônus de todos os gestos negativos que realizamos por esse mundo afora ou aqui no nosso planeta.

Transcrição do Programa Vida e Valores, de número 125, apresentado por Raul Teixeira,
sob coordenação da Federação Espírita do Paraná. Programa gravado em janeiro de 2008.
Exibido pela NET, Canal 20, Curitiba, no dia 29 de março de 2009.