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Talvez hoje... tenhamos despertado pela manhã com o coração oprimido, com uma sensação estranha e o dia cinza mais tenha reforçado o nosso sentir desanimado.

Recordemos, porém, que é apenas mais uma manhã. Tudo que lá fora está sob as nuvens cinzentas, mantém as mesmas cores de ontem.

E não precisamos nos obrigar a estar sempre radiantes e ensolarados por dentro.

Podemos aceitar os dias chuvosos e os ensolarados como parte das estações, sem grandes choques emocionais.

Talvez hoje... tenhamos esperado algo de alguém e essa pessoa não nos tenha correspondido.

Pensemos que talvez exista outro ser pensando o mesmo a nosso respeito. Assim, ofereçamos novas chances, sabendo que as pessoas são diferentes, que não sentem como nós, que não pensam com nosso pensamento.

Talvez hoje... nosso corpo tenha nos dado algum sinal de desequilíbrio através de dor ou desconforto.

Antes de qualquer atitude imediata de busca por medicação que tire o sofrimento ou resolva a questão rapidamente, reflitamos sobre as causas da instabilidade física, pois elas sempre estarão na alma.

Não adiantará resolver o efeito se a causa persistir. Atendamos a um e a outra.


Talvez hoje... alguém vá nos testar a paciência, a compreensão ou a indulgência. Não nos coloquemos em posição de vítima.

Imaginemo-nos como o aluno na escola, que deve estar sempre preparado para as provas surpresa, aquelas que os professores nunca avisam que farão.

Talvez hoje... apareça algum coração amigo impondo-nos quadros de pessimismo e perturbação, relativamente às dificuldades do mundo.

Embora nos compadecendo da criatura que se entrega ao derrotismo e ao desânimo, poderemos ser aquele que aponta a renovação para o bem que a Sabedoria Divina promove em toda parte.

Talvez hoje... notícias menos agradáveis venham nos provocar inquietações e traçar-nos problemas. No entanto, conservemos a própria paz e não nos desliguemos das nossas orações e pensamentos de otimismo e esperança.

Talvez hoje... tudo pareça contra nós. Mas prossigamos compreendendo e agindo, em apoio do bem, guardando a certeza de que Deus está conosco e de que amanhã será outro dia.

*   *   *

Este é o mundo das aflições. Hospital–escola, o planeta Terra propicia a todos os seus habitantes a oportunidade do tratamento, da cura e da educação.

Interroguemos friamente nossas consciências todos os que somos feridos no coração pelas vicissitudes e decepções da vida.

Retornemos, passo a passo, à origem dos males que nos torturam e verifiquemos se, as mais das vezes, não poderemos dizer: se eu houvesse feito, ou deixado de fazer tal coisa, não estaria em semelhante condição.

A quem, então, temos de responsabilizar por todas essas aflições, senão a nós mesmos?

Somos nós, pois, em grande número de casos, os causadores de nossos próprios infortúnios.

Mas, em vez de reconhecermos isso, achamos mais simples, menos humilhante para a nossa vaidade acusar a sorte, a Providência, a má fortuna, a má estrela, quando a má estrela é apenas o nosso desleixo.

Redação do Momento Espírita, com base no cap. V, item 4, de O Evangelho segundo o Espiritismo, de Allan Kardec, ed. FEB e no cap. 25, do livro Respostas da vida, pelo Espírito André Luiz, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. IDEAL.