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Conta uma fábula que, em um país distante e montanhoso, um lago e um riacho viviam lado a lado.

O lago ficava no pé da montanha e o riacho descia de um ponto mais alto.

O lago muito orgulhoso dizia ao pequeno rio: Veja como sou grande e bonito.

Sim, respondia o riacho, você deve ter muitos amigos, pois pode dar de suas águas para quem queira beber. Eu ainda sou tão pequeno!

O lago respondeu que se desse de suas águas para todos que dela necessitassem, se tornaria menor.

Um dia, um cabrito se aproximou para beber água, e o lago o expulsou.

O riacho, penalizado, chamou-o e, mesmo tendo pouca água, ofereceu-a para lhe matar a sede.

Mais tarde, um bando de andorinhas pediu água ao lago, que tornou a negá-la.

O riacho, vendo-as cansadas, ofereceu-lhes das suas águas, e elas beberam felizes.

Em um dia muito quente, um rato pediu ao lago que espalhasse suas águas para que chegassem até onde se encontrava um coelho com a pata quebrada, e que padecia muita sede.

Nada tenho com isso, disse o lago, recusando-se.

O riacho desejava ajudar mas suas águas não alcançavam o local onde se encontrava o animal ferido.

Teve então a ideia de pedir à montanha que deixasse a neve do seu topo derreter, permitindo que as águas viessem até ele para que pudesse auxiliar o coelho.


A montanha atendeu o pedido e o riacho pôde ajudar a quem desejava.

Com o calor que se fez durante muitos dias, o lago foi secando. Diminuiu tanto até se transformar em um pântano.

Por sua vez, com a neve que derretia e agora o alimentava, o riacho se tornou um grande rio, oferecendo-se a todos que se aproximassem de suas margens.

Os animais da floresta, agradecidos, lhe diziam que fora o seu desejo de ajudar aos outros que o tornara tão grande.

Recebemos alertas constantes para o fato de que temos que plantar para colher, temos que doar para receber.

Um cântico nos ensina que é amando que somos amados, e é dando que recebemos.

Jesus já nos advertira de que a cada um seria dado conforme suas obras.

E a Doutrina Espírita, demonstrando a lei de causa e efeito, nos convida a refletirmos sobre o Amor Divino e Sua Justiça.

Essa lei nos ensina a agir em concordância com o amor.

Como no Universo tudo se encontra intimamente interligado, todas as ações desencadeiam reações de igual intensidade.

Deus, que é Pai de Amor e Justiça, determinou que nada nos ocorreria fora de Suas sábias leis.

Por isso, somos os únicos responsáveis pelos acontecimentos que ocorrem em nossas vidas.

Sejam eles bons ou maus, fomos nós quem os criamos com nossas ações anteriores.

Se analisarmos o que nos acontece hoje, poderemos ter ideia aproximada da nossa semeadura do ontem.

Mesmo que não recordemos, de forma consciente, por ter sido efetuado em outras vidas, a colheita se faz na exata medida do nosso plantio.

É através dessa lei, que determina que cada um colhe do que semeia, que podemos compreender a razão dos nossos sofrimentos.

Deus nos concede a liberdade de escolha na hora de agir. Se a utilizarmos de forma responsável, teremos colheitas positivas a nos enriquecer a vida.

E, por ser Deus Pai de Amor e Justiça, conforme nos ensinou Jesus, cada um de nós recebe de acordo com as suas ações, com a sua semeadura.

Redação do Momento Espírita, com base na fábula O lago e o riacho, de Esopo.