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Enquanto não entendemos as leis maiores da vida, passamos pela Terra sem compreensão mais profunda sobre os fatos que acontecem diariamente.

Nossos olhares então se focam no obscuro e, desconhecendo o real significado do que observamos, somos acometidos pelo medo e pela insegurança.

Não nos damos conta de que percebemos e sentimos tudo o que ocorre, conforme nosso entendimento.

Aos nossos olhos, a vida na Terra sempre foi permeada de momentos de paz e bonança, com outros de dificuldades.

No entanto, ao nos vermos diante de desafios e sombras que confundem nossa percepção, nos sentimos inseguros e passamos a retratar tais acontecimentos de forma superlativa.

As dificuldades são sentidas como tormentas a pôr em risco nossa capacidade de enfrentamento.

Uma ocorrência, que poderia ser considerada como simples ventania, nos parece um verdadeiro furacão a virar do avesso nossos sonhos e perspectivas.

Se um acontecimento mais grave nos chega ao conhecimento, logo imaginamos que é o fim do mundo, conforme histórias que ouvimos.

Leia mais: Tempestade e bonança

Se nós não sabemos o que somos, como sabemos o que possuímos? Possuímos nós alguma coisa?

O pensamento desassossegado do poeta Fernando Pessoa nos convida a fundamental reflexão.

No mundo onde possuir as coisas ainda é tão importante, onde usamos com tanta frequência os pronomes possessivos, é desafiador pensar o contrário.

Minha casa, meu carro, minhas roupas, meu dinheiro e aí vai, passando pelos meus filhos, minha esposa, meu marido etc.

O ser humano ainda tem essa necessidade intensa da posse. Trazemos isso do primarismo da alma, dos tempos em que o ter era questão de sobrevivência.

Hoje não somos mais primitivos. Descobrimos que a alma é imortal. Que somos Espíritos vestindo um corpo transitório num planeta transitório.

Cada vez que nos vinculamos a um novo corpo trazemos apenas a inteligência e a moralidade previamente conquistadas.

E cada vez que nos desvinculamos dessa vestimenta física, através do fenômeno natural da morte, levamos conosco exatamente o mesmo.

Tudo que consideramos posse, fica. Vai para outros, muda de mãos, pois nos serviu por determinado tempo e agora deverá servir a outros.

E é assim que deveríamos enxergar os bens da Terra. Eles nos servem por um tempo, nos servem para algum propósito maior. Não têm finalidade em si mesmos. São instrumentos.

De forma alguma propomos o extremo oposto, o do menosprezo desses recursos. Todo fruto do trabalho honesto é merecido. Podemos e devemos usufruir desses resultados durante a vida.

A questão está no foco. Viver para ter ou ter para viver?

Leia mais: Possuímos nós alguma coisa?

Há quem pense que o Criador, por vezes, sentencia Suas criaturas a sofrimentos eternos.

Contudo, tanto quanto se pode perceber, o Pai Celestial se manifesta através de leis que expressam ser Seu objetivo o bem supremo.

Essas leis podem ser observadas mesmo nos processos rudimentares do campo físico.

O fogo é agente precioso da evolução, nos limites em que deve ser conservado.

Entretanto, se colocamos a mão no braseiro, é natural que venhamos a sofrer dolorosas consequências.

A máquina é parte acessória do progresso.

Mas em mãos que não a saibam manusear, pode se converter em instrumento de destruição.

Negligência, imperícia ou indisciplina na sua utilização causam resultados desastrosos.

Ocorre o mesmo nos planos da consciência.

Na matemática do Universo, o destino sempre dá para a criatura o que ela lhe der.

É inútil que autoridades de um ou outro princípio religioso pintem o Todo Poderoso com as tintas das paixões humanas.

Com frequência, ouvimos interpretações que assemelham Deus a um soberano rodeado de púrpura e riquezas.

A alguém que fica simplesmente governando Seus súditos à distância.

Leia mais: Nas leis do destino

Ela fora uma menina muito esperta, aprendendo tudo com facilidade e se esmerando na prática do que fazia, tanto no lar como na escola.

Quando jovem estava muito à frente de sua idade, recebendo carinho e respeito pelo seu comportamento e pela integridade moral.

Formou-se professora primária e chamava a atenção pela competência, dedicação e carinho para com as crianças.

Dizia estar feliz com a escolha realizada e sonhava com a possibilidade de um dia poder dirigir a sua própria escola.

No templo religioso a que estava vinculada, evangelizava crianças com tanto carinho e esmero, que as conquistava para Jesus, de imediato.

No entanto, sua vida trazia planos mais urgentes e determinados, que precisavam ser realizados.

Ao se casar, com alegria esperou pelo seu primeiro filho, que chegou trazendo consigo necessidades especiais.

Imprescindível sua presença junto ao pequeno, totalmente dependente, em tempo integral.

Suspendeu seus planos anteriores, programando e mantendo apenas as suas atividades espirituais no templo.

Buscou, desde então, utilizar seus dons, aprendizados, paciência e dedicação junto ao pequeno, que se tornou seu maior tesouro.

Décadas rolaram, e sua vida continuou sendo totalmente entregue ao filho.

Quando lhe perguntavam sobre os sonhos da juventude, apenas dizia que na vida é necessário distinguir e optar para o que é essencial, entre tudo o mais, que se torna acessório.

Leia mais: O essencial e o acessório