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O publicitário paulista Alexandre Barroso já viu a morte de perto diversas vezes.

Receptor de três transplantes, duas vezes de fígado e uma de rim, passou quatro anos internado e entrou em coma vinte vezes.

Bem sucedidos, os transplantes devolveram-lhe a vida. Agora, ele viaja por todo o Brasil, ministrando palestras de incentivo e conscientização a respeito da doação de órgãos.

Em 2018, lançou o livro A última vez que morri – uma história real sobre vida, morte e renascimento, no qual narra sua longa jornada em direção ao restabelecimento da própria saúde.

Quando um familiar retorna às moradas do infinito, cabe à família decidir ou não pela doação dos órgãos do ente querido.

O momento não é o mais adequado às grandes decisões. Porém, optar pela doação é fazer da morte fonte de vida.

Segundo estatísticas, em 2017, o Brasil alcançou a marca de aproximadamente dezessete doadores para cada milhão de habitantes.

Trata-se de um recorde. Porém, levando-se em conta a quantidade de brasileiros necessitados de transplante, o número ainda está abaixo do esperado.

Leia mais: Escolhamos viver

Uma questão de inteligência

Dolorido o drama daquela mãe. Seu filho Rafael, seu companheiro e confidente, foi morto em um assalto, aos vinte e cinco anos.

Quando o criminoso invadiu a padaria onde Rafael trabalhava, ele reagiu. E recebeu um tiro à queima-roupa.

A dor materna era superlativa. Em algum momento, as notícias lhe chegaram de que o infeliz homicida tentara o assalto porque precisava conseguir dinheiro para o aluguel da casa.

Mas, a dor de Daisy era maior do que qualquer compaixão que pudesse sentir por quem lhe tirara o bem mais precioso: seu filho.

Transcorrido algum tempo, a manicure, que a atendia, comentou que sua mãe ajudava a família do criminoso, fornecendo alimentos.

Ele fora preso e ficaria na prisão por um largo tempo. A situação da esposa e dos filhos pequenos era nevrálgica.

Então, Daisy se compadeceu e, em segredo, passou a colaborar na cesta básica para aquela família tão ou mais infeliz do que ela mesma.

Mais tarde, auxiliou a conseguir um emprego para a esposa e creche para as crianças.

Longe estava, no entanto, de perdoar o que aquele homem lhe tirara. Nada devolveria a vida do seu filho.

Certo dia, foi surpreendida por uma desconhecida que veio lhe entregar uma carta recebida por determinado médium e a ela endereçada.

Leia mais: Uma questão de inteligência

Se nós não sabemos o que somos, como sabemos o que possuímos? Possuímos nós alguma coisa?

O pensamento desassossegado do poeta Fernando Pessoa nos convida a fundamental reflexão.

No mundo onde possuir as coisas ainda é tão importante, onde usamos com tanta frequência os pronomes possessivos, é desafiador pensar o contrário.

Minha casa, meu carro, minhas roupas, meu dinheiro e aí vai, passando pelos meus filhos, minha esposa, meu marido etc.

O ser humano ainda tem essa necessidade intensa da posse. Trazemos isso do primarismo da alma, dos tempos em que o ter era questão de sobrevivência.

Hoje não somos mais primitivos. Descobrimos que a alma é imortal. Que somos Espíritos vestindo um corpo transitório num planeta transitório.

Cada vez que nos vinculamos a um novo corpo trazemos apenas a inteligência e a moralidade previamente conquistadas.

E cada vez que nos desvinculamos dessa vestimenta física, através do fenômeno natural da morte, levamos conosco exatamente o mesmo.

Tudo que consideramos posse, fica. Vai para outros, muda de mãos, pois nos serviu por determinado tempo e agora deverá servir a outros.

E é assim que deveríamos enxergar os bens da Terra. Eles nos servem por um tempo, nos servem para algum propósito maior. Não têm finalidade em si mesmos. São instrumentos.

De forma alguma propomos o extremo oposto, o do menosprezo desses recursos. Todo fruto do trabalho honesto é merecido. Podemos e devemos usufruir desses resultados durante a vida.

A questão está no foco. Viver para ter ou ter para viver?

Leia mais: Possuímos nós alguma coisa?

Enquanto não entendemos as leis maiores da vida, passamos pela Terra sem compreensão mais profunda sobre os fatos que acontecem diariamente.

Nossos olhares então se focam no obscuro e, desconhecendo o real significado do que observamos, somos acometidos pelo medo e pela insegurança.

Não nos damos conta de que percebemos e sentimos tudo o que ocorre, conforme nosso entendimento.

Aos nossos olhos, a vida na Terra sempre foi permeada de momentos de paz e bonança, com outros de dificuldades.

No entanto, ao nos vermos diante de desafios e sombras que confundem nossa percepção, nos sentimos inseguros e passamos a retratar tais acontecimentos de forma superlativa.

As dificuldades são sentidas como tormentas a pôr em risco nossa capacidade de enfrentamento.

Uma ocorrência, que poderia ser considerada como simples ventania, nos parece um verdadeiro furacão a virar do avesso nossos sonhos e perspectivas.

Se um acontecimento mais grave nos chega ao conhecimento, logo imaginamos que é o fim do mundo, conforme histórias que ouvimos.

Leia mais: Tempestade e bonança