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Conquistar não é conquistar-se.

Muitos conquistam o ouro da Terra e adquirem a miséria espiritual.

Muitos conquistam a beleza corpórea e acabam no envilecimento da alma.

Muitos conquistam o poder humano e perdem a paz de si mesmos.

Necessário que o espírito se acrisole na experiência e na luta, valendo-se delas para modelar o caráter, senhoreando a própria vida.

Para possuirmos algo com acerto e segurança, é indispensável não sejamos possuídos pelas forças deprimentes que nos inclinam sentimento e raciocínio aos desequilíbrios da sombra.

Indubitavelmente, todos podemos usufruir os patrimônios terrestres, nesse ou naquele setor do cotidiano, mas é preciso caminhar com sabedoria para que o abuso não nos infelicite a existência.

É por isso que sofrimento e dificuldade, obstáculo e provação constituem para nós preciosos recursos de superação e engrandecimento.

Todos os valores externos concedidos à personalidade, em trânsito no mundo, são posses precárias que a enfermidade e a morte arrancam de improviso, mas todos os valores que entesouramos no próprio ser representam posses eternas que brilharão conosco, aqui e além, hoje e amanhã...

Na esfera espiritual, cada criatura é aproveitada na posição em que se coloca e somente aqueles que conquistaram a si mesmos, nos reiterados labores da educação, através do suor ou da lágrima, do trabalho ou da renúncia, são capazes de cooperar na extensão do amor e da luz, cujo crescimento na Terra exige, invariavelmente, o coração e o cérebro, as ações e as atitudes daqueles que aprenderam na lei do próprio sacrifício a conquista da vida imperecível.

Reflete naquilo que te falam, antes de te entregares psicologicamente ao que se te diga...

Livro: Irmão - Psicografia de Francisco Cândido Xavier

J. L.
 
Na reunião da noite de 13 de setembro de 1956, nossos Instrutores trouxeram à comunicação o Espírito J. L., que, relacionando comovidamente a sua história, nos ofertou grave estudo em torno da lei de ação e reação, no campo da Justiça.
 
Meus irmãos:

Jesus no abençoe.

Agora que o tempo aliviou as minhas aflições de Espírito endividado, posso oferecer-vos meu caso, para exaltar convosco a função da Justiça Divina.

Quantas vezes o ciclone das provações indispensáveis sopra, violento, sobre as comunidades espíritas, provocando escândalos e desastres, acidentes e tragédias, semeando com isso desalento e desilusão injustificáveis, porque, em todos os acontecimentos da vida, prevalece a harmonia da lei de causa e efeito, a que nenhum de nós poderá fugir!...

Para não tomar-vos o tempo, serei tão sucinto quanto possível, já que os Instrutores de vossa casa recomendam-me cooperar em nossas lições da noite.

No século passado, era eu o chefe de uma casa simples, não obstante afortunada.

Minha mãe viúva, minha irmã Olívia e eu vivíamos, então, num sítio do norte brasileiro.

Nossa existência transcorria sem problemas dignos de menção, quando Olívia, para surpresa nossa, passou a nutrir singular afeição pela casa paroquial, comandada por um homem puro e nobre, o padre Venâncio, que se fizera credor do respeito e da confiança de todo o vilarejo que nos vira nascer.

Eu e minha mãe tentamos entravar-lhe as inclinações, todavia, minha irmã declarava-se portadora de vocação religiosa que não nos seria lícito contrariar.

E foi assim que vi minha genitora finar-se, extremamente desgostosa, porquanto sonhara para a filha, quanto para mim, um futuro risonho, adornado pelas bênçãos da vida familiar, em que as suas esperanças de mulher se multiplicassem através de netos a lhe abençoarem o nome.

Com a morte de minha mãe, Olívia passou a residir ostensivamente no domicílio do sacerdote.

Leia mais: Nas malhas da lei

 

 Meus amigos.

Que a paz do Cristo permaneça em nossos corações, conduzindo-nos para a luz.

Fui padre católico romano, naturalmente limitado às concepções do meu ambiente, mas não tanto que não pudesse compreender todos os homens como tutelados de Nosso Senhor.

A morte do corpo veio dilatar os horizontes de meu entendimento e agora vejo com mais clareza a necessidade do esforço conjunto de todas as nossas escolas de interpretação do Evangelho, para que nos confraternizemos com fervor e sinceridade, à frente do Eterno Amigo.

Com esse novo discernimento, visito-vos o núcleo de ação cristianizante [Grupo Meimei], tomando por tema a oração como poder curativo e definindo a nossa fé como dom providencial.

O mundo permanece coberto de males de toda a sorte.

Há epidemias de ódio, desequilíbrio, perversidade e ignorância, como em outro tempo conhecíamos a infestação de peste bubônica e febre amarela.

Em toda parte, vemos enfermidades, aflições, descontentamentos, desarmonias...

Leia mais: A oração curativa

A.C.
 
 
Em nossa reunião da noite de 7 de Junho de 1956, nossos Benfeitores trouxeram-nos ao recinto o Espírito de A. C., que nos contou a sua significativa experiência, aqui transcrita.

Oxalá possa ela acordar-nos para mais ampla exatidão, no desempenho de nossos compromissos, na esfera da caridade que, realmente, seja onde for e com quem for, é nosso simples dever.
 
Espiritismo...

Sou espírita...

Fora da caridade não há salvação...

Maravilhosas palavras!...

Contudo, quase sempre chegamos a perceber-lhes o divino significado depois da morte, com o desapontamento de uma pessoa que perdeu o trem para uma viagem importante, guardando, inutilmente, o bilhete na mão.

Utilizei-me de um corpo físico durante cinquenta e cinco anos, na derradeira romagem física.

Era casado.

Residia no Rio de Janeiro.

Mantinha a esposa e duas filhas.

Desempenhava a função de operoso corretor de imóveis.

E era espírita à maneira de tantos...

Nunca me interessei por qualquer meditação evangélica.

Não cheguei a conhecer patavina da obra de Allan Kardec.

Entretanto, intitulava-me espírita...

Frequentava sessões.

Aplaudia conferencistas.

Acompanhava as orações dos encarnados e as preleções dos desencarnados, com a cabeça pendida em reverência.

Todavia, encerrados os serviços espirituais, tinha sempre afeiçoados no recinto, a quem oferecer terras e casas, a quem vender casas e terras...

E o tempo foi passando.

Leia mais: Ato de Caridade