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eem-01Histórico

A formação, teórica e prática, do trabalhador da área da mediunidade fundamenta-se no Projeto 1868, de Allan Kardec, item Ensino espírita, que faz parte do livro Obras Póstumas, e, também, nas seguintes palavras de Allan Kardec que se encontram na  introdução de O Livro dos Médiuns:

Todos os dias a experiência nos traz a confirmação de que as dificuldades e os desenganos, com que muitos topam na prática do Espiritismo, se originam da ignorância dos princípios desta ciência [...]. De par com os médiuns propriamente ditos, há, a crescer diariamente, uma multidão de pessoas que se ocupam com as manifestações espíritas. Guiá-las nas suas observações, assinalar-lhes os obstáculos que podem e hão de necessariamente encontrar, lidando com uma nova ordem de coisas, iniciá-las na maneira de confabularem com os Espíritos, indicar-lhes os meios de conseguirem boas comunicações, tal o círculo que temos de abranger, sob pena de fazermos trabalho incompleto.

Tendo com referências essas orientações, a Federação Espírita Brasileira (FEB) disponibilizou ao Movimento Espírita, a partir de março de 1998, o Programa de Estudo e Prática da Mediunidade, organizado em dois níveis de estudo: Programas I e II.

Em julho de 2001 e de 2005, respectivamente, a FEB publicou a segunda e a terceira edição, ambas substancialmente revisadas, do Programa I. Em 2003, subdividiu o Programa II em dois tomos para facilitar o seu manuseio; em 2007 foi publicada a segunda edição deste programa, totalmente revisada, cujos assuntos focalizam a prática mediúnica, usual na Casa Espírita.

Sob a forma de duas apostilas, o Programa de Estudo e Prática da Mediunidade destina-se a um público-alvo específico: o futuro trabalhador das reuniões mediúnicas, do passe e do atendimento espiritual na Casa Espírita, conforme consta do opúsculo Orientação ao Centro Espírita, capítulos 3, 4, 5, 10 e12..

Em 2008, em trabalho conjunto com os coordenadores da mediunidade, nas comissões regionais-CFN/FEB, foi elaborado o documento "Organização e Funcionamento da Reunião Mediúnica". Este material está direcionado para os participantes da Casa Espírita que já atuam no grupo mediúnico.

Conceito e Objetivo

O Estudo e Educação da Mediunidade (EEM) representa um conjunto de atividades que envolvem, de um lado, um Curso de formação do trabalhador espírita que pretende integrar-se no grupo mediúnico, e, por outro, manter atualizados os participantes da reunião mediúnica.

Trata-se de uma área que tem como objetivo o estudo teórico e a prática da mediunidade, fundamentado na obras da Codificação e nas complementares a esta, cujas ideias guardam fidelidade com as diretrizes morais e doutrinárias definidas, respectivamente, por Jesus e por Allan Kardec.

Trata-se de reunião privativa que prioriza a participação dos integrantes previamente inscritos. A inscrição e a participação no Curso têm como pré-requisito a conclusão do Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita/ESDE, proposta da FEB, ou equivalente.

No Programa I o estudo é desenvolvido por meio de atividades grupais e plenárias, divido em dois momentos: um teórico de 1h30min e um prático de 30 minutos, aproximadamente, no qual são aplicadas dinâmicas pedagógicas e psicopedagógicas direcionadas para o conhecimento de si mesmo e do outro.

O Programa II conta com um período de 30 minutos destinado ao estudo teórico, realizado por meio de exposição ou exposição dialogada. Em seguida, por cerca de 60 minutos, ocorre uma reunião mediúnica supervisionada, com manifestação de desencarnados. Esta reunião pode ser dirigida pelos próprios monitores do Curso ou por trabalhadores experientes, que fazem parte da reunião mediúnica da Casa Espírita.
                                                     
                                                       
Objetivos do Programa I

Propiciar conhecimento geral da mediunidade. Favorecer o desenvolvimento natural das faculdades psíquicas do participante, por meio de dinâmicas pedagógicas específicas, úteis à prática mediúnica.

                                                        
eem-02Objetivos do Programa II

Aprofundar o estudo da mediunidade, com foco na prática mediúnica, e na formação ética, moral e intelectual dos participantes. Favorecer o desenvolvimento e a educação da faculdade mediúnica do participante que pretenda fazer parte de uma reunião mediúnica, na Casa Espírita.

Após a reunião faz-se necessariamente, avaliação dos resultados. O tempo de duração da reunião é, no máximo, de duas horas, incluindo: estudo teórico, dinâmica grupal (Programa I) ou sessão mediúnica (Programa II), e avaliação (Programa II). O estudo é sequencial, realizado uma vez por semana.

Complementarmente, são realizados seminários dos assuntos estudados ou para apresentação de leitura prévia de livros relacionados à mediunidade.

Os participantes realizam cursos de passe e de diálogo com os Espíritos, como atividade extracurricular do Curso.


Importância

A necessidade do estudo regular e sequencial da mediunidade é condição fundamental para a formação de trabalhadores conscientes, esclarecidos, responsáveis e fraternos, capazes de exercer atividade mediúnica com simplicidade, segurança e amor ao próximo, isenta de distorções, misticismos ou comportamentos exóticos à Doutrina Espírita.

Consequencias
O estudo da mediunidade está indicado em dois momentos distintos: a) antes do trabalhador espírita ser encaminhado ao grupo mediúnico — deve ser adequadamente preparado, adquirindo conhecimento básico, moral e doutrinário, sobre a mediunidade; b) após o ingresso no grupo mediúnico ou em atividades que favorecem a sintonia com o plano espiritual — realiza-se estudos específicos de obras que tratam da vivência mediúnica.

A respeito, elucida Allan Kardec na introdução de O Livro dos Médiuns:
 
[...]. Se bem cada um traga em si o gérmen das qualidades necessárias para se tornar médium, tais qualidades existem em graus muito diferentes e o seu desenvolvimento depende de causas que a ninguém é dado conseguir se verifiquem à vontade.

As regras da poesia, da pintura e da música não fazem que se tornem poetas, pintores, ou músicos os que não têm o gênio de alguma dessas artes. Apenas guiam os que as cultivam, no emprego de suas faculdades naturais. O mesmo sucede com o nosso trabalho. Seu objetivo consiste em indicar os meios de desenvolvimento da faculdade mediúnica, tanto quanto o permitam as disposições de cada um, e, sobretudo, dirigir-lhe o emprego de modo útil, quando ela exista. [...]

[...] A essas considerações ainda aditaremos outra, muito importante: a má impressão que produzem nos novatos as experiências levianamente feitas e sem conhecimento de causa, experiências que apresentam o inconveniente de gerar ideias falsas acerca do mundo dos Espíritos e de dar azo à zombaria e a uma crítica quase sempre fundada. De tais reuniões, os incrédulos raramente saem convertidos e dispostos a reconhecer que no Espiritismo haja alguma coisa de sério.

Para a opinião errônea de grande número de pessoas, muito mais do que se pensa têm contribuído a ignorância e a leviandade de vários médiuns. Desde alguns anos, o Espiritismo há realizado grandes progressos: imensos, porém, são os que conseguiu realizar, a partir do momento em que tomou rumo filosófico, porque entrou a ser apreciado pela gente instruída. Presentemente, já não é um espetáculo: é uma doutrina de que não mais riem os que zombavam das mesas girantes. Esforçando-nos por levá-lo para esse terreno e por mantê-lo aí, nutrimos a convicção de que lhe granjeamos mais adeptos úteis, do que provocando a torto e a direito manifestações que se prestariam a abusos.

Consequências

As consequências do estudo e da vivência da mediunidade demonstram que:

  • A sobrevivência do Espírito, após a morte do corpo físico, o qual passa a viver em outra dimensão da vida: o plano espiritual;
  • Os Espíritos conservam a própria individualidade antes e após a desencarnação, organizando-se em grupos ou famílias de acordo com as simpatias e afinidades existentes ente eles;
  • Os desencarnados manifestam-se no plano físico por meio de indivíduos denominados médiuns;
  • As manifestações mediúnicas dos Espíritos revelam o seu estado de equilíbrio ou sofrimento, conforme o bom ou mau uso do livre-arbítrio durante a reencarnação;
  • As relações dos Espíritos com os encarnados são constantes, suas comunicações são ostensivas ou ocultas: os bons Espíritos orientam para o bem. Os Espíritos imperfeitos atraem as pessoas para o mal;
  • No momento em que os Espíritos tomam consciência dos erros cometidos, pelo uso indevido do livre-arbítrio, arrependem-se e desenvolvem plano de melhoria espiritual, preparando-se para novas reencarnações;
  • As reencarnações representam oportunidades de progresso espiritual e de reparação de equívocos cometidos em existências pretéritas, permitindo ao Espírito reajuste perante a Lei de Deus;
  • O perispírito mantém o Espírito unido ao veículo físico e serve de molde para a construção de novo corpo físico, em cada reencarnação. Desencarnado, o Espírito manifesta-se no plano espiritual por meio do seu perispírito.


mente


Fontes: KARDEC, Allan: O que é o Espiritismo, cap. 2, item 100. O Livro dos Espíritos. Introdução, item 6.

Referencia: FEB-Federação Espírita Brasileira

O estudo da obra de Allan Kardec é fundamental para o correto conhecimento da Doutrina Espírita.

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