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[…] Amai-vos uns aos outros ardorosamente e com coração puro.
I Pedro 1:22

De coração puro

Espíritos levianos, em todas as ocasiões, deram preferência às interpretações maliciosas dos textos sagrados.

O “amai-vos uns aos outros” não escapou ao sistema depreciativo. A esfera superior, entretanto, sempre observa a ironia à conta de ignorância ou infantilidade espiritual das criaturas humanas.
A sublime exortação constitui poderosa síntese das teorias de fraternidade.

O entendimento e a aplicação do “amai-vos” é a meta luminosa das lutas na Terra. E a quantos experimentam dificuldade para interpretar a recomendação divina temos o providencial apontamento de Pedro, quando se reporta ao coração puro.

Conhecem os homens alguns raios do amor que não passam de réstias fugidias, a luzirem pelas muralhas dos interesses egoísticos, porque a maioria das aproximações de criaturas, na Crosta da Terra, inspiram-se em móveis obscuros e mesquinhos, no terreno dos prazeres fáceis ou das associações que se dirigem para o lucro imediatista.

O amor a que se refere o Evangelho é antes a divina disposição de servir com alegria, na execução da Vontade do Pai, em qualquer região onde permaneçamos.

Muita gente afirma que ama, contudo, logo que surjam circunstâncias contra os seus caprichos, passa a detestar.

Gestos que aparentavam dedicação convertem-se em atitudes do interesse inferior.

Relativamente ao assunto, porém, o Apóstolo fornece a nota dominante da lição. Amemo-nos uns aos outros, ardentemente, mas guardemos o coração elevado e puro.

***

Comentário de Haroldo Dutra Dias:

A mente é o espelho da vida em toda parte, cuja face é o coração, ao passo que o cérebro é o centro de suas ondulações, gerando a força do pensamento que tudo move, criando e transformando, destruindo e refazendo, para acrisolar e sublimar. Em todos os domínios do Universo vibra a influência recíproca. Tudo se desloca e renova sob os princípios de interdependência e repercussão. (Pensamento e Vida, Cap. 1).

Esse espelho, entretanto, jaz mais ou menos prisioneiro nas sombras espessas da ignorância, à maneira de pedra valiosa incrustada no cascalho. Para que retrate a irradiação celeste e lance de si mesmo o próprio brilho, é indispensável se desentrance das trevas, à custa do esmeril do trabalho. (Pensamento e Vida, Cap. 5).

A alma entra em ressonância com as correntes mentais em que respiram as almas que se lhe assemelham.

Assimilamos os pensamentos daqueles que pensam como pensamos, já que a associação mora em todas as coisas, preside a todos os acontecimentos e comanda a existência de todos os seres. (Pensamento e Vida, Cap. 8)

Todavia, como nos adverte Emmanuel, conhecem os homens alguns raios do amor que não passam de réstias fugidias, a luzirem pelas muralhas dos interesses egoísticos, porque a maioria das aproximações das criaturas, na Crosta da Terra, inspiram-se em móveis obscuros e mesquinhos, no terreno dos prazeres fáceis ou das
associações que se dirigem para o lucro imediatista.

Somente o coração elevado e puro é capaz de exteriorizar o genuíno amor do Evangelho, disposto a servir com alegria, na execução da Vontade do Pai, em qualquer lugar.

Constitui princípio da Lei Divina que cada espírito reflita livremente aquilo que mais ame, transformando-se, aqui e ali, na luz ou na treva, na alegria ou na dor a que empenhe o coração.

Produção: SER
Projeto: 7 Minutos com Emmanuel – cap 065
Gravação e Comentário: Haroldo Dutra Dias
Edição: Júlio Corradi
Design: Júlio Corradi